quinta-feira, 29 de abril de 2010

Lula encabeça lista de líderes que mudaram o mundo em 2010

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encabeça a lista de líderes na edição da revista americana Time das 100 pessoas que mais influenciaram o mundo em 2010, publicada nesta quinta-feira. No texto escrito pelo cineasta Michael Moore, a revista diz que Lula tem lições a dar aos Estados Unidos.
O texto chama Lula de "um filho genuíno da classe trabalhadora da América Latina" e cita as dificuldades vividas pelo presidente no passado, como a necessidade de abandonar a escola na 5ª série para trabalhar como engraxate e o acidente de trabalho que o fez perder um dos dedos da mão.
Para o cineasta, um dos motivos que levaram Lula a entrar na carreira política foi a morte de sua mulher durante o oitavo mês de gestação, por não receber atendimento médico adequado. "Eis uma lição para os bilionários de todo mundo: deixem o povo ter um bom serviço de saúde, e ele irá lhes causar muito menos problemas", diz o texto.
Segundo Moore, Lula trabalha para diminuir as desigualdades sociais no Brasil, enquanto os Estados Unidos enfrentam uma situação de concentração de renda cada vez maior. "O que Lula quer para o Brasil é o que nós costumávamos chamar de 'sonho americano'", diz o texto. "Paradoxalmente, os Estados Unidos, onde a população 1% mais rica detém mais riqueza financeira do que o conjunto dos 95% mais pobres", estão se transformando em uma sociedade que está se encaminhando rapidamente para um cenário semelhante ao brasileiro."
A grande ironia da presidência de Lula (...) é que mesmo quando tenta impulsionar o Brasil para o Primeiro Mundo com programas sociais como o Fome Zero, destinado a acabar com a fome, e planos para melhorar a educação disponível à classe trabalhadora, os EUA se parecem a cada dia mais com o Terceiro Mundo", diz o cineasta.

Fonte: Portal Terra

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Campanha de Serra na Internet assume linguagem dos torturadores da ditadura


Se você recebeu um e-mail sobre os currículos de José Serra e Dilma Roussef, não leve a sério. As informações são manipuladas e a linguagem denuncia a origem do texto. O linguajar anti-comunista do tempo da Guerra Fria denuncia que é da lavra de militares da direita, autores do golpe militar de 1964, responsáveis por torturas, seqüestros, assassinatos e desaparecimentos de opositores políticos.A peça publicitária intitulada “O currículo de vida dos candidatos” convida o eleitor a ler antes de votar. Faz parte da campanha da baixaria prometida pelo pessoal do PSDB, DEM, da direita militarista e dos agentes dos porões da ditadura.José Serra, do PSDB, é apresentado como filho de família pobre. Dilma é apresentada como filha de família rica. Uma manipulação grosseira da origem de classe dos dois candidatos, já que ambos são filhos de típica classe média.José Serra é apresentado como ex-líder estudantil, ex-presidente da UNE, que “sempre usou o palanque e a tribuna como armas, jamais integrando grupos terroristas armados, a soldo do comunismo internacional”.Sentiram aí o tom dos porões da ditadura? Esta era a linguagem dos torturadores militares que infelicitaram nosso país por mais de 20 anos.A peça publicitária dos agentes da ditadura omite que José Serra foi fundador da Ação Popular, organização revolucionária que pregou a guerrilha cubana e depois a guerra popular chinesa. Já a Dilma é apresentada como integrante de organização revolucionária responsável por assaltos, seqüestros, assassinatos. O texto chega ao absurdo de “informar” que a guerrilha assassinou 119 pessoas. Ora, assim como José Serra nada tem a ver com as ações da Ação Popular, da qual foi fundador, Dilma Roussef nada tem a ver com mortes causadas pela guerrilha urbana que atuou contra a ditadura militar.O preconceito contra a mulher é bastante explorado pelo texto infame. José Serra é casado com uma psicóloga, pai de tantos filhos...Dilma foi casada com um “terrorista” (era assim que os militares se referiam aos opositores da ditadura), depois separada e depois casada novamente com outro “terrorista”.A imoralidade do argumento está à altura das baixezas que ocorriam nos porões do regime militar.Tem também a exploração sobre o currículo acadêmico. José Serra teria Mestrado e Doutorado. Dilma seria apenas graduada em Economia.Independente dos polêmicos títulos de Serra, o argumento ficou desmoralizado depois da vitoriosa experiência do presidente Lula, operário, sem títulos acadêmicos, e da desastrada experiência do sociólogo FHC, patrocinador das privatarias e do mega-mensalão que comprou o Congresso Nacional na votação de um segundo mandato presidencial.


NÃO PASSE ADIANTE A SUJEIRA QUE COMPARA CURRÍCULOS FALSOS COM INFORMAÇÕES FRAUDULENTAS. NÃO É UM BOM SERVIÇO À DEMOCRACIA.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

PT DE CONQUISTA QUER WALDIR NO SENADO

Foi aprovada, na tarde deste sábado (24), a “Carta de Conquista”, na qual o conjunto da militância petista defende o nome do ex-governador Waldir Pires como candidato ao Senado Federal na vaga destinada ao PT na chapa majoritária encabeçada pelo governador Jaques Wagner. O PT de Vitória da Conquista já havia defendido o nome do ex-governador Waldir Pires em reunião realizada no dia 07 de março, quando lideranças políticas, entre as quais o prefeito municipal Guilherme Menezes, apontaram a importância desta candidatura como forma de restituir o mandato “roubado” em 1994, quando o mesmo foi vítima de uma fraude eleitoral.

PREFEITO DO DEM APÓIA WAGNER

Tista, prefeito de Jeremoabo, no palanque com Wagner

Mais uma vez um prefeito do DEM abandona o apoio à candidatura do partido para declarar apoio ao projeto de reeleição do governador Jaques Wagner. Desta vez foi João Batista de Carvalho, de Jeremoabo. Tista, como é mais conhecido na cidade, discursou que “Jeremoabo também é de todos nós”, durante evento na cidade com a presença do governador. O prefeito queria dar a notícia em primeira mão, mas foi atropelado pelo presidente da Assembléia Legislativa: “Marcelo Nilo não me deu a honra de anunciar o nosso apoio ao governador Jaques Wagner, mas quero reforçar que a parceria entre a prefeitura e os governos estadual e federal deve continuar e ser reforçada!”, discursou, entusiasmado, o prefeito.


domingo, 25 de abril de 2010

Dilma lança pré-candidaturas de Marta e Mercadante


A pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, participou, neste sábado (24), do 17.º Congresso Estadual da sigla em São Paulo, momento que teve como ponto alto os lançamentos do senador Aloizio Mercadante a pré-candidato ao governo do Estado e da ex-prefeita Marta Suplicy a pré-candidata ao Senado pelo partido.Na tônica dos discursos do dia, Marta, Dilma e Mercadante reforçaram que o governo do PSDB não preparou São Paulo para o futuro.“Não é possível nós construirmos um Brasil progressista se São Paulo não está alinhado com o governo federal", disse Edinho Silva, presidente estadual do partido, logo na abertura do evento, que aconteceu na Quadra do Sindicato dos Bancários, centro de São Paulo.Marta Suplicy, bastante aplaudida, disse: “Nós sabemos, Aloizio e Dilma, que a luta é aqui em São Paulo. A decisão vai ser aqui... Mercadante vai transformar a São Paulo não na locomotiva, mas no trem-bala do País!”Marta também destacou em sua fala o preconceito sofrido pelas mulheres na política e criticou o discurso de que Dilma não tem experiência política. “Diziam que Lula só tinha experiência política, mas nenhuma administrativa. Agora vão dizer que a Dilma é administradora, mas não tem experiência política. Eu conheço esse discurso.” Marta defendeu a candidatura de Dilma e sua trajetória à frente da Casa Civil. “Não é fácil ser ministra da Casa Civil.”Dilma foi "madrinha" do lançamento de Marta e Mercadante e pontuou: "Tanto o Mercadante quanto a Marta, vão disputar contra o mesmo grupo político que governa o estado desde 1983, ou seja, quem tem menos de 30 anos em São Paulo não viveu outra experiência. Quem governou São Paulo por três décadas não preparou São Paulo para o futuro", disse Dilma.O discurso de Mercadante encerrou o evento. Emocionado e com a voz embargada, ele disse que teve que abrir mão da companhia dos filhos por diversas vezes para se dedicar à vida política. Ele lembrou que o PT em São Paulo possuía vários nomes colocados para a disputa ao governo como o senador Eduardo Suplicy, o ex-ministro Antônio Palocci e o prefeito de Osaco, Emídio de Souza. Mercadante agradeceu a eles e contou que muitas vezes é questionado sobre o porquê de ter abdicado de uma campanha à reeleição no Senado para enfrentar a disputa pelo governo em São Paulo."O melhor caminho para mim nunca foi o mais fácil', afimou.O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não compareceu ao evento, mas enviou uma carta que foi lida pelo líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP). Lula disse que é testemunha da dedicação de Mercadante ao PT e afirmou que tem "compromisso" com as candidaturas de dele, de Marta e de Dilma."Serei militante desta campanha que já começa vitoriosa", escreveu na carta.

SigaMPost, com informações do G1, em São Paulo, e do estadao.com.br



sexta-feira, 23 de abril de 2010

ESTALEIRO DA ENSEADA DO PARAGUAÇU. (empregos que Geddel e Paulo Souto queriam impedir)

VEJAM IMPORTANTE ARTIGO DO JORNALISTA LEVI VASCONCELOS, NA TARDE DE HOJE:
Levi Vasconcelos tempopresente@grupoatarde.com.br
O renascer do Recôncavo Pujante no Brasil Colônia, quase esquecido quando a economia passou a girar pelas rodovias, o Recôncavo baiano vislumbra um novo tempo com o Estaleiro da Enseada do Paraguaçu.
O Ibama já liberou a licença e o leilão, para o qual está habilitado o consórcio Odebrecht-OAS-UTF; será dia 4 de maio próximo.
E aí a história recomeça.
Os números geram expectativas de fortíssimos impactos: só no investimento para a construção do estaleiro em si, R$ 2 bilhões.
Muito mais que isso, a previsão é a de que a Petrobras construa lá sete navios-sonda ao preço de R$ 1 bilhão cada.
O estaleiro ficará em Maragojipe, mas vai impactar diretamente em 16 dos 32 municípios do Recôncavo sul.
O prefeito Sílvio Ataliba (PT), de Maragojipe, sintetiza o ânimo que domina a região: – Essa é a segunda grande obra que vai mudar a face do Recôncavo. A primeira foi a Universidade Federal do Recôncavo. Estamos nos preparando para viver outra era.
MÃO DE OBRA Calcula-se que o Estaleiro da Enseada vai gerar 7,5 mil empregos. Os 16 municípios do entorno de Maragojipe se uniram e abriram, com apoio do governo, uma sucessão de cursos (calderaria, solda, lixador, monitor e afins). A ideia é que o empreendimento absorva de 45% a 47% da mão-deobra regional, hoje pouco qualificada.
EXEMPLO SÃO ROQUE A cidade-sede, Maragojipe, também sofrerá grande impacto. O prefeito Ataliba lembra o caso do canteiro de obras de São Roque: desativado de Collor a Fernando Henrique, foi reabilitado no início do governo Lula. Com dois mil empregos, em menos de 10 anos a população saltou de 5,5 mil para 12 mil habitantes.
– Lá tínhamos cinco garis, eu botei para 18 e vou ter de contratar mais 10.”
Antonio do Carmo

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Homem é assassinado pelo irmão em Dias D'Ávila

Um homem foi assassinado na madrugada desta quarta-feira, 21, no município de Dias D'ávila. Antônio José Santos Souza, 30 anos, foi esfaqueado pelo irmão Adriano Santos Souza na avenida Tiradentes, bairro Genaro, onde a vítima morava.
De acordo com a Central de Telecomunicação das Polícias (Centel), Antônio chegou a ser socorrido ao Hospital Municipal da região, mas não resistiu aos ferimentos. Não há informações da causa do crime.
Jornal atarde

Evento religioso reúne 600 mil e trava trânsito na Avenida Paralela

Em meio à fé, engarrafamento, tumulto, gente passando mal e até arrastões. Assim foi o término, por volta das 18h da quarta-feira, 21, do megaevento de evangelização promovido pela Igreja Universal do Reino de Deus, que pode ter reunido no Parque de Exposições, na Avenida Paralela, um público estimado em cerca de 600 mil pessoas.
Aberto oficialmente às 17h, “O Dia D” – “D” de decisão, como intitulou a organização do evento – enfileirou cerca de quatro mil ônibus vindo de várias partes do Estado ao longo da Avenida Luiz Viana, ocupando faixas de carros de passeio e causando um congestionamento que levou a Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador) a pedir reforços quando do desfecho do evento.
Seis viaturas, segundo um agente de trânsito, estavam no local. Segundo ele, o órgão não foi informado sobre o alto número de participantes. “Pegou a gente de surpresa. Tanto é que o horário da gente estourou. Tivemos que dobrar nosso efetivo”, informou, sem revela o nome.
O término da vigília, que contou com shows musicais no início (por volta das 15h), foi marcado pelo tumulto causado pelo grande número de pessoas que tentavam, ao mesmo tempo, sair do Parque de Exposições e pela alta quantidade de pessoas passando mal. No local, participantes pediam a presença de ambulâncias do Serviço de Atendimento de Urgência (Samu) e da Polícia Militar, que não foram avistadas.

Painel da Folha: Pesquisa Ibope mostrará Serra com 36% e Dilma com 29%

Pesquisa Ibope que deve ser divulgada hoje mostrará o pré-candidato tucano José Serra com uma vantagem de sete pontos percentuais sobre a adversária petista Dilma Rousseff, informa hoje o "Painel" da Folha, editado por Renata Lo Prete.De acordo com a coluna, Serra aparecerá na pesquisa com 36% das intenções de voto, contra 29% de Dilma. Na pesquisa anterior feita pelo Ibope, Serra tinha 35% e Dilma, 30%. A diferença de dois pontos percentuais entre a pesquisa atual e a feita em março está dentro da margem de erro --que é de dois pontos para mais ou para menos. A pesquisa foi encomendado pela Associação Comercial de São Paulo e ouviu 2.002 pessoas de em 140 municípios entre os dias 13 e 18 deste mês. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo nº 9070/2010.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Adriano e os alunos da educação infantil da Escola Juviniano Machado povoado da Estrada Grande

Adriano visitou a escola Juviniano Machado nesta terça-feira e registrou a visita com esta fotografia.

Marta Suplicy participa de programa no portal UOL


Marta deve disputar a vaga no Senado que será deixada por Aloizio Mercadante, pré-candidato do PT ao governo do Estado. Caso seja eleita, tem alta chance de ter de lidar regularmente com um governador tucano, uma vez que o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) aparece com ampla vantagem nas pesquisas de intenção de voto, podendo vencer Mercadante já no primeiro turno.
“Até acabar a eleição não se tem essa conversa [sobre aproximação com a oposição]. Mas podemos ter um Brasil diferente. Acho que seria muito interessante essa possibilidade. E eu não vejo a Dilma fechar a porta para uma coisa desse tipo, não”, afirmou Marta. “Mas não adianta perguntar isso agora. Agora são dois pólos, dois projetos. Quadros excelentes existem nos dois lados”, completou.
Potencial coordenadora da campanha de Dilma no Estado de São Paulo, Marta diz que a ex-ministra da Casa Civil tende a equilibrar a disputa com Serra no principal colégio eleitoral do país conforme ficar mais conhecida. Em 2006, mesmo com alta popularidade, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito com menos votos de paulistas do que o adversário que derrotou, o tucano Alckmin.
A pré-candidata ao Senado pelo PT disse que tentou se aproximar do PSDB quando se elegeu prefeita da capital paulista, em 2000. “Minha parceria preferencial era com os tucanos. Eles não quiseram fazer. Não sei por quê. Poderia ser sido o embrião de algo diferente”, afirmou ela,que lidera as pesquisas de intenção de voto para ocupar uma das duas vagas de São Paulo no Senado.
No evento de lançamento de sua pré-candidatura no dia 10, Serra afirmou que deseja ser “o presidente da união” e acusou os adversários de tentarem “dividir o Brasil”. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, principal fiador da campanha de Dilma, rebateu dizendo que seu governo desfez a divisão anterior entre pobres e ricos no país.
CampanhaPara a ex-ministra do Turismo, a unidade que os oposicionistas buscam já existe “em torno do governo Lula”, cuja aprovação é de mais de 70%, de acordo com pesquisas de opinião. Marta diz que o acirramento inicial da campanha é precoce. “Eu acho que está uma briga de coisas que não interessam o eleitor. Ninguém quer saber se vai dividir o Brasil”, disse.
Após as críticas a Dilma por declarações que geraram reações duras de aliados e de adversários, Marta afirmou que a ex-ministra “mudou de papel” e vai adquirir a experiência eleitoral de que precisa para vencer. “Ela exercia um cargo onde tinha que ser muito firme com as pessoas, porque era para fazer o Brasil funcionar. Ela cobrava de todos os ministérios os grandes projetos. Era um cargo de muita dureza. Se você não é dura, sendo mulher, fazem picadinho de você”, afirmou.
Na semana passada, adversários de Dilma afirmaram que a ministra atacou exilados durante o Regime Militar (1964-1985) por terem saído do país. A presidenciável petista refutou a acusação. Dias antes, em Minas Gerais, a ex-ministra admitiu a possibilidade de receber votos de eleitores do candidato do PSDB ao governo, Antonio Anastasia. Isso irritou Hélio Costa, candidato do PMDB ao Palácio da Liberdade e influente na sigla que deve dar a Dilma seu candidato a vice.
Marta também rebateu as críticas dos rivais que consideram Dilma uma candidata inventada pelo presidente Lula, uma vez que os petistas mais importantes foram abatidos por escândalos. “Vendo o Serra falar, eu pensei que ele é quem inventou o [prefeito de São Paulo, Gilberto] Kassab. E se a turma for cobrar dele agora, como é que fica? A Dilma não está sendo inventada pelo Lula. O Kassab foi inventado.”
Fonte: UOL Notícias

terça-feira, 20 de abril de 2010

POSTULANTES ANSIOSOS POR PESQUISA DATAFOLHA

Pré-candidatos aguardam resultado

É grande a expectativa por parte dos postulantes ao governo do Estado, de que nesta terça-feira (20) seja divulgado um resultado de uma pesquisa de intenção de votos realizada pelo instituto Datafolha. A entidade, que é considerada uma das mais creditáveis, ainda não confirmou oficialmente se realmente publicará os dados, mas os abelhudos de plantão já estão a postos, alguns deles a roer os dedos de ansiedade e sem dormir. O governador Jaques Wagner (PT) deve estar a torcer para que seja permanecida a sua liderança na corrida, enquanto o deputado Geddel Vieira Lima (PMDB) e o ex-governador Paulo Souto (DEM) rezam por uma mudança no cenário e uma subida de degraus. O pré-candidato do PV, Luiz Bassuma também aguarda por melhoras. Contudo, vale ressaltar que não há nehuma pesquisa registrada no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA).

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Adriano é Waldir Pires Senador

Adriano Melo e Waldir Pires em Cachoeira-ba

Acredito que o nome do ex-governador e ex- ministro da defesa é sem dúvida o melhor nome para o Senado Federal. Waldir é experiente e competente, tem um grande poder de articulação, e voto que é importante, lembro que em 2002 concorreu ao senado contra ACM e Waldir triunfou em Salvador e nas grandes cidades.
O Brasil e a Bahia precisam deste homem de grande valor, espero que o Governador Wagner deixe em sua chapa majoritária uma das vagas pra Waldir, uma vaga já é da dep. Lídice da Mata que também é uma guerreira que fará sucesso em Brasília ao lado de outra mulher que será eleita em São Paulo a companheira Marta Suplicy.
Meu voto é Waldir!

PRB DECIDE APOIAR JAQUES WAGNER

Deputado federal Bispo Marinho é uma das lideranças do PRB na Bahia
Em encontro no Palácio de Ondina, residência oficial do governador- neste domingo (18) foi decidido o apoio do Partido Republicano Brasileiro - PRB, do deputado federal Bispo Marinho, à reeleição do governador do Estado da Bahia, Jaques Wagner (PT). O PRB, partido controlado pelo Bispo Edir Macêdo, conta com um deputado federal e um vereador em Salvador, Sildevan Nobrega, prefeitos e vereadores no interior. Alem a releição de Marinho o partido tentará mais duas cadeiras na Assembleia Legislativa da Bahia com os nomes de José Arimatéia e Scheila Varela, esposa do apresentador Raimundo Varela. Sem duvida um apoio de peso, já que Wagner pode com esta aliança conseguir a simpatia da Igreja Universal e Rede Record.

sábado, 17 de abril de 2010

PP QUER PINHEIRO NO SENADO

Se depender do apoio da executiva do PP, a segunda vaga de senador na chapa do governador Jaques Wagner será do deputado Walter Pinheiro (PT). Segundo informa a Tribuna, o presidente do Partido Progressista na Bahia, deputado Mário Negromonte, avalia que o parlamentar petista é o que mais apresenta credibilidade e densidade eleitoral entre os demais citados. Negromonte, assim como centenas que apostam no projeto de eleição do PT, entende que o ex-conselheiro Otto Alencar apresenta um perfil mais voltado para vice.

MORRE MÃE DO REI ROBERTO CARLOS

Laura Braga, mãe do cantor Roberto Carlos, faleceu às 18:30h de hoje, vítima de problemas renais, cardíacos e respiratórios. Lady Laura, como era conhecida, tinha 94 anos e estava internada há 16 dias no hospital Copa D´Or, no Rio de Janeiro, onde lutava contra uma pneumonia. Neste momento, o Rei se apresenta no Madson Square Garden, em Nova York, e ainda não foi informado do falecimento da mãe.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Haddad diz que Brasil deve erradicar analfabetismo até o fim da década

O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (15) que o Brasil deve erradicar o analfabetismo até o fim desta década, ao participar de entrevista a emissoras de rádio no programa Bom Dia, Ministro. Atualmente, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 2008 (Pnad/IBGE), a taxa de analfabetismo no país é de 10% entre a população com mais de 15 anos.
De acordo com o ministro, o país irá cumprir o acordo assinado em 2000 na Conferência Mundial de Educação, em Dacar, que prevê a redução da taxa de analfabetismo em 50% até 2015. “Isso significa levar a taxa para 6,7% até 2015 o que nos permite prever que até o final da década o analfabetismo estará erradicado no Brasil. Por erradicado nós devemos entender uma taxa de menos de 4% [de analfabetos na população maior de 15 anos], o que a Unesco [Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura] considera um indicador aceitável”, disse.
Entre 1992 e 2008, a taxa de analfabetismo na população acima de 15 anos de idade caiu de 17,2% para 10%. Nos últimos anos, a redução tem sido um pouco mais lenta: de 2007 para 2008 o percentual passou de 10,1% para 10%. Em 2006, o índice era de 10,4% e em 2005, de 11,1%.
Haddad ressaltou que uma das dificuldades para combater o problema é que ele atinge principalmente a população idosa que vive em cidades pequenas ou no campo. “Na população de 15 a 17 anos o analfabetismo já é de 1,7% apenas, já pode ser considerado erradicado. Na população de 18 a 24 anos, estamos com uma percentual de 2,2% de analfabetos”, comparou.
Uma pesquisa com as turmas do programa Brasil Alfabetizado apontou que 75% dos alunos tinham algum problema de visão. Segundo o ministro, por meio de uma parceria com o Ministério da Saúde, vão ser distribuídos óculos de grau ou será oferecido tratamento para estudantes com alguma deficiência visual.
“Você cria a turma, alfabetiza o adulto e depois de um ano ou dois ele regride porque sem o óculos ele não vai ler e não vai reter o conhecimento que adquiriu”, disse Haddad. Hoje 1,9 milhão de jovens e adultos estão matriculados no programa Brasil Alfabetizado. Desse total 1,6 milhão frequentam atualmente as salas de aula.
Fonte: Agência Brasil

Dilma é favorita porque ganhar mais é aposta de risco para maioria, diz diretor do Vox Populi


Num país de voto compulsório, a grande parcela do eleitorado desinteressada de política não quer ter trabalho de comparar biografias ou governos. Tende ao voto mais fácil. Se está satisfeito, opta pela continuidade. É assim que Marcos Coimbra resume suas convicções no favoritismo da candidata do PT – “Ela é favorita, o que não quer dizerque vai ganhar”.
No Vox Populi desde 1987, depois que concluiu o doutorado em Ciência Política na Universidade de Manchester, Coimbra hoje é seu diretor de pesquisas. E as realiza tanto para o PT de Dilma Rousseff quanto para o PSDB de José Serra.
Aos 59 anos, carioca radicado em Belo Horizonte, Coimbra transformou o amplo apartamento onde morava, no bairro de Serra, no escritório onde trabalha sozinho, longe do burburinho do Vox. Foi nesse apartamento, entre obras de Iran do Espírito Santo, Vik Muniz, Mario Cravo Neto e Cildo Meirelles, onde, na tarde de segunda-feira, falou ao Valor.
Valor: Esta campanha vai ser uma disputa de biografias ou uma comparação de governos?
Marcos Coimbra: Esse é o cabo de guerra em que as duas principais forças políticas brasileiras estãoenvolvidas hoje. O Lula e o PT procurando trazer a eleição para essacomparação de projetos, enquanto a oposição e Serra tentandotransformar a eleição numa guerra de biografias. Lula sabe que a grandemaioria compara favoravelmente o governo dele em praticamente todos os aspectos e gosta mais dele do que do último presidente. Então, para o PSDB só resta a comparação da biografia, mas não acredito que seconsiga mudar essa percepção ao longo da campanha. Acho muito poucoprovável que tenha sucesso essa estratégia de convencer a população quetudo que há de bom, se é que há alguma coisa de bom no governo Lula,vem do antecessor.
Valor: Este terço que Serra obtém em pesquisas não embute uma comparação favorável ao PSDB?
Coimbra: Francamente não creio. Esse terço de Serra é a soma de várias razões. É um componente anti-Lula e anti-PT do eleitor que pode até ter uma avaliação razoável,satisfatória do atual governo, mas que não gostaria que o PT tivessemais quatro anos. É um desagrado que iria para quem quer que fosse o adversário da continuidade. Tem outro componente que é a admiraçãopessoal por ele. E o peso de São Paulo que acompanha sua administraçãoe já votou nele uma meia dúzia de vezes. Fora do Estado também há muitagente que admira o que ele fez na Saúde.
Valor: Mas isso é suficiente para a permanência de Serra nessa faixa de 30% a 40% há tantos anos?
Coimbra: O fato de Serra ser governador muito bem avaliado, com história antiga no maior Estado do país, é parte da explicação. São Paulo tem mais de 20% do eleitorado. Euma parte ainda vem do antipetismo que se encontra com frequência naclasse média do Sul e do Sudeste. Tolera Lula porque aprendeu a conviver com ele, mas só o Lula.
Valor: São dois candidatos egressos da esquerda que combateu a ditadura e um terceiro nunca identificado ao conservadorismo. O que explica este divórcio com umeleitorado que, como qualquer outro, tem sua fatia conservadora?
Coimbra: Isso tem a ver com a experiência de uns tantos anos de ditadura que, ao terminar, tinha deslocado qualquer discurso que não fosse de esquerda. Isso aconteceuhá muito tempo, mas parte da elite política ainda vem desse ciclo. O que o eleitor ainda tem para situar não é apenas a trajetória docandidato, mas uma visão mais ampla dos aliados . O PSDB tomou umadecisão, no início dos anos 90, de que a única maneira de chegar aopoder, dado que o PT tinha um candidato posicionado em torno de 40%,seria em aliança com a direita. Isso definiu a natureza do jogopolítico e ideológico. Passou a ser difícil olhar para os candidatos do PSDB e vê-los como egressos de uma prática de esquerda.
Valor: O eleitor não identifica claramente a aliança do PT com os partidos de direita?
Coimbra: Não, porque pela natureza do PT, pelo modo como entrou na política e foi objeto de tomadas deposições antagônicas, ocupou o território da esquerda.
Valor: O fato de Dilma ter se envolvido com a luta armada até que ponto agrega ou retira votos?
Coimbra: É um sentimento minoritário. A impressão que tenho, vendo pesquisas qualitativas, é que uma parte grande do jovem eleitor – e 30% do eleitorado tem menos de 30anos – foi educada dentro de valores muito mais favoráveis a quemestava lutando contra a ditadura.
Valor: A classe média tradicional que paga mensalidades caras para o filho concorrer com cotistas, assiste o trânsito piorar com carros vendidos a 96 prestaçõese se vê espremida entre a base e o topo da pirâmide social, não é ogerme desse conservadorismo?
Coimbra: O antipetismo da classe média tem mais a ver com valores políticos e ideológicos, e não com causalidade socioeconômica. Não sei avaliar o tamanho dessainsatisfação porque o desenvolvimento beneficiou de forma razoavelmentehomogênea a sociedade como um todo. Pelo menos não vejo reflexo naspesquisas. Parte da classe média não desgosta do PT porque perdeu dinheiro, status ou consumo. Apenas não gosta.
Valor: O eleitor pode ganhar mais?
Coimbra: Ganhar mais é sempre aposta de risco para o eleitor. Ele está acostumado a ouvir promessas. E em grande parte por isso às vezes se contenta com algo bem menosexigente, que é não perder. O que esta eleição tem de diferente é queagora esses dois lados não vão se contrapor em termos do que prometem,mas do que fazem quando chegam ao poder. O eleitor não vai mais olhar para o petismo e imaginar que tudo vai ser bom. Embora Lula tenha 80%de aprovação, quando você olha política por política percebe que aavaliação positiva não é homogênea.
Valor: Da disputa entre Serra e Aécio em Minas resiste um sentimento antipaulista?
Coimbra: Sim e não. Numa certa parte da elite política local sim, mas como um sentimento relevante no eleitorado, não.
Valor: A intenção de voto dos candidatos flutua muito de Estado a Estado. Os problemas regionais não influenciarão o resultado eleitoral?
Coimbra: Não acho que seja relevante. O fato de Dilma não ter candidatos fortes em alguns Estados não tem relação com a sua intenção de voto e a mesma coisa em relaçãoao Serra. O Serra tem problema no palanque gaúcho e lá tem vinte pontosa mais que a Dilma.
Valor: A situação no RS é muito diferente do quadro nacional, e não é de agora, por que isso?
Coimbra: No Rio Grande do Sul, o quadro é largamente favorável a Serra. No Paraná, nem tanto, em Santa Catarina, não são. Nos Estados onde há uma percepção de uma grandemelhora nos últimos oito anos, há uma clara tendência na aposta àcontinuidade.
Valor: Aécio terá mais capacidade de puxar voto para o PSDB nacional em Minas do que em 2006?
Coimbra: Em 2006 ele era o candidato à reeleição, fez tudo que estava em seu alcance e quem ganhou em Minas foi o Lula. Acho que Lula tem mais força eleitoral que Dilma,mas quando o eleitor quer fazer uma aposta na eleição presidencial,dificilmente o entorno é tão relevante.
Valor: Minas hoje tende à continuidade ou à mudança?
Coimbra: Minas tende à continuidade nos dois planos, no estadual e no federal. Embora hoje quem esteja na frente na eleição para governador e para presidente represente mudanças.
Valor: E o que o leva a concluir isso?
Coimbra: O eleitor não conhece suficientemente nem Anastasia nem Dilma. A tendência é que a vantagem do Serra diminua em relação à Dilma e a do Hélio Costa em relação aoAnastasia também.
Valor: No caso de SP, o que explica os mais de 50% de Alckmin?
Coimbra: Alckmin foi o governador mais bem avaliado da história recente de São Paulo. Mais bem avaliado que o Serra e que o Covas. O voto no Alckmin tem uma densidade muitomaior do que outros candidatos que têm o recall como sua explicação fundamental.
Valor: Ele extrapola a força do PSDB no Estado?
Coimbra: Várias vezes. Bem, a força do PSDB, como sabemos, não é uma coisa muito relevante nem mesmo em São Paulo.
Valor: Marina tem potencial para levar a eleição ao segundo turno?
Coimbra: Com todo o risco envolvido em uma resposta tão longe da eleição, diria que não.
Valor: Mesmo considerando os candidatos nanicos?
Coimbra: Os nanicos, mesmo se forem muitos, dificilmente vão passar de 2,5% dos votos. O cenário de crescimento da Marina é muito desfavorável. De um lado ela pode serespremida por duas candidaturas que cedo polarizam. Se o Ciro disputar,aumenta o cenário de crescimento dela, porque deixa uma eleição menos polarizada. Sem Ciro, o horizonte dela é menor. Porque faz com que grande parcela do eleitorado pense que tem que resolver logo.
Valor: Ela tem um potencial menor do que Heloisa Helena em 2006?
Coimbra: O eleitor que olhou com interesse para a Heloísa Helena e acabou votando nela tinha um componente de protesto à esquerda contra o mensalão. Esse elemento naeleição deste ano não é significativo e Marina não expressa isso. Ela não se posiciona politicamente, mas em favor da agenda ambiental.
Valor: Ela tem a limitação de um candidato temático como o Cristovam em 2006?
Coimbra: Sim, mas ela pode ir um pouco além. O tempo de TV reservado à divisão igualitária é 30% do total. Se dividisse por quatro, daria um minuto e pouco para cada.Somado ao tempo do PV já seria expressivo, mas como deve haver muitosnanicos, ela vai acabar tendo um pouco mais que Eymael.
Valor: Lula tem aprovação maior entre as mulheres e Dilma um patamar de intenção de votos também mais baixo nesse eleitorado. Ela soma a rejeição das eleitoras pelo fato deser mulher e apoiada por Lula?
Coimbra: Não, nem uma coisa nem outra. Ela tem uma menor participação no voto feminino porque é maior a proporção de desinformação e não envolvimento com temas políticos eadministrativos nesse eleitorado.
Valor: Mas por outro lado é a mulher que leva o filho ao posto de saúde e luta por vaga em escola pública. Isso não lhe dá uma experiência de como funcionam os governos?
Coimbra: Sim, mas é uma experiência de cotidiano
Valor: Despolitizante?
Coimbra: Não é despolitizante, mas pode ser despolitizada. Essa experiência é uma fonte de politização, mas tem que ser politizada. E isso, lamentavelmente, não acontece nanossa sociedade.
Valor: Esse grau de desinformação ainda explica o voto num país onde as mulheres já são mais da metade em muitas universidades?
Coimbra: O diferencial de envolvimento e de participação política entre homens e mulheres continua a ser explicado pelo grau de informação no mundo inteiro. Essa diferença tende a desaparecer com o tempo, mas ainda é um elemento da cultura política brasileira.
Valor: O senhor quer dizer que o universo de mulheres bem informadas confrontado ao de homens bem informados não são diferentes?
Coimbra: Sim. E mulheres mais velhas, especialmente, tendem a ter uma maior dificuldade de participação política. Entre os jovens, as diferenças de intenção devoto por gênero são quase irrelevantes. Vão ficando mais significativasà medida que se avança na idade e na zona rural.
Valor: Só não fica claro por que isso prejudica Dilma e não Serra.
Coimbra: Porque isso está ligado à possibilidade de se estar mais familiarizado com alguém que já foi candidato a presidente e ministro da Saúde. O nível de conhecimento dele é mais alto em todas as faixas. Naquelas em que o nível de informação e de participação é muito baixo, o nível de conhecimento daDilma é muito menor do que o do Serra.
Valor: A associação de Dilma com Lula também é mais baixa nesse estrato?
Coimbra: Sim, muito mais baixa que a média. E essa é a razão para o prognóstico favorável a sua candidatura. A vantagem do Serra vem quando se agrega a grande parcelaque não conhece a Dilma. Quando se neutraliza o efeito desconhecimento,ela já está na frente. Claro que há a suposição de que quando todos os que não a conhecem se comportarem de uma maneira pior para ela do queos primeiros, ela cai, mas se eles se comportarem de maneira maisfavorável, ela sobe. E a composição do eleitorado que a desconhece lhefavorece. Tem menor escolaridade, mais Bolsa Família e que está naperiferia dos grandes centros e nas regiões menos desenvolvidas.
Valor: Quem estaria então mais próximo do teto seria o Serra?
Coimbra: Sim, mas ele tem um piso muito alto.
Valor: O eleitorado no Brasil tem tido um descolamento entre escolaridade e renda. O que deriva disso?
Coimbra: A melhora no perfil do acesso à escola é muitas vezes mais acentuada do que a dos indicadores de desigualdade. Como houve nos últimos 20 anos uma melhoria grande novalor do salário mínimo, se a comparação é em termos de unidades desalário mínimo, pode-se ficar com um retrato inexato de que os pobres permaneceram nos mesmos lugares com a melhoria da renda, do poder de compra e a redução do preço de alguns produtos. O resultado é que todo mundo melhorou um pouco, mas mantendo a desigualdade.
Valor: Essa evolução da escolaridade favorece uma campanha mais temática, comparativamente a uma sucessão de ataques pessoais?
Coimbra: Essa evolução aponta para uma parcela cada vez maior de eleitores em condições de consumir informação mais qualificada e até esperando receber do jogo eleitoralmais do que uma dúzia de chavões e frases de efeito, mas é precisoatentar para o ritmo dessas mudanças sobre o resultado quando se tem ovoto compulsório. Essas senhoras que não têm interesse, não têminformação, não se envolvem em questões político-eleitorais, vão votar.Em quase todos os países desenvolvidos do mundo, quem tem esse perfilnão vota.
Valor: Essa evolução do grau de instrução não leva a uma decisão de voto que independe mais da classe?
Coimbra: Uma das coisas que aconteceram no Brasil nestes 25 anos de redemocratização é a formação de uma sociedade política em que as pessoas têm lado e partido. Eu souisso, sou aquilo. E essa formação de identidade política atravessa essas dimensões socioeconômicas. Tem petista e tucano morando no mesmoprédio. O modo como se estruturam essas identidades não é clássico, nãoé em torno de partidos, não porque o brasileiro não goste de partido,mas porque não se permitiu que isso acontecesse.
Valor: Mas Lula insiste na estratificação entre pobres e ricos…
Coimbra: Ele sabe que isso não é a realidade. Você tem uma parcela não pequena das grandes fortunas brasileiras muito satisfeita com o atual governo. Dilma não vai servotada pelos pobres e Serra pelos ricos.
Valor: Mas não foi isso que aconteceu entre Lula e Alckmin em 2006?
Coimbra: O mensalão estava muito presente. Cinco anos depois acredito que é um assunto vencido, não porque as pessoas tenham ficado satisfeitas com ele, mas porque foidigerido pela sociedade.
Valor: Por que o senhor vê Dilma como favorita?
Coimbra: Porque a maioria tem o sentimento a favor da continuidade, tem um envolvimento pequeno com a discussão política, com a comparação das propostas, das biografias eopta pelo modelo de decisão mais simples. Isso não é verdade no Brasilpelas nossas deficiências. Isso é verdade em todas as democracias.Ainda mais no regime de sufrágio universal e compulsório em que aparcela de eleitores de baixa ou pequena motivação é majoritária. Esses eleitores costumam preferir a escolha de custo menor que demanda menos tempo, menos stress e pode ser resumida numa pergunta tão simples como” Você está satisfeito?”
Valor: A inércia pela continuidade será o determinante?
Coimbra: É claro que há brecha para mudança. Todo mundo lembra do que acabou de acontecer no Chile, onde uma presidente com 80% de aprovação não fez o sucessor, mas aConcertación estava há 20 anos no poder. No Brasil, o sentimento “estána hora de mudar” não comanda. Vide o PSDB que está há 16 anos nogoverno de São Paulo e tem um candidato que tem condições muito favoráveis. Vinte anos do PSDB no principal Estado da federação nãocausa espanto a ninguém. Por quê? Um candidato bom veio depois de umbom governo. No plano nacional, há um sentimento de que o outro ladoteve décadas de poder. Em parte as pessoas acham que estes oito anos dePT ainda são pouco frente ao que a outra turma teve.
Valor: Mas a ideia da continuidade já teve grandes derrotas.
Coimbra: A ideia de continuidade funciona no Brasil em eleições municipais e estaduais. Agora vamos ter presidenciais. Não tínhamos tido em 1989 porque o Sarney não tinhacandidato, em 1994 Itamar foi engolido pelo sucessor. Fernando Henriqueperdeu porque não havia ali as condições que temos hoje, em que odesejo de continuidade é maioria. Serra era o candidato da continuidadenuma eleição marcada pela mudança.
Valor: E agora ele é o candidato da mudança numa eleição marcada pela continuidade?
Coimbra: Sim, esse é o problema. Em 2002, 10% das pessoas diziam que o próximo presidente deveria manter tudo o que estava sendo feito e 40% diziam que o próximo deveria mudartudo. Hoje esses números são inversos. Dilma é favorita por essa razão.Ser favorita não quer dizer ganhar, mas ter uma perspectiva muitapositiva.
Valor: O discurso do pós-Lula, nessa análise, tem vida curta?
Coimbra: Quer dizer o quê? Vai manter ou vai mudar? Vai manter o que está certo e mudar o que está errado? Mas isso não quer dizer nada. Não convence.
Valor: Mas o slogan de ‘O Brasil pode mais’ não é uma tentativa de se contornar a continuidade?
Coimbra: Sim, para o eleitor atento. Essa proposta implica um elevado investimento pessoal no processo eleitoral. Você tem que aprofundar o conhecimento daspropostas, o conhecimento minucioso do que foi feito e deixou de serfeito, identificar o que é realista e que pode ser feito no futuro, ou seja, exige um conjunto de características pessoais do eleitor que nãosão fáceis aqui nem em qualquer lugar do mundo.
Fonte: Valor Econômico - César Felício e Maria Cristina Fernandes, de Belo Horizonte

terça-feira, 13 de abril de 2010

Pesquisa Sensus aponta empate entre Serra e Dilma


Pesquisa Sensus encomendada pelo Sintrapav (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Construção Pesada de São Paulo) a ser divulgada hoje aponta empate técnico na corrida presidencial entre o tucano José Serra (32,7%) e a petista Dilma Rousseff (32,4%). É o resultado mais apertado já obtido.
De acordo com a sondagem, Ciro Gomes (PSB) teria 10,1%, e Marina Silva (PV), 8,1%. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.
Segundo dados apresentados ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), sob o registro de número 7594/2010, o levantamento foi feito entre os dias 5 e 9 de abril em 24 Estados, com 2.000 entrevistas.
Reportagem publicada no sábado passado pela Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal) mostrou que, no registro do TSE, consta outro contratante: o Sindecrep (sindicato de trabalhadores em concessionárias de rodovias) de São Paulo --que não a encomendou. A Sensus afirmou se tratar de um erro, corrigido em seguida.
Outras pesquisas
Pesquisa divulgada no dia 4 de março pelo instituto Vox Populi e encomendada pela rede de televisão Bandeirantes mostrava Serra na liderança com 34% dos votos, mesma porcentagem registrada em janeiro. Já Dilma tinha quatro pontos percentuais, subindo para 31% das intenções de voto, segundo o levantamento.
Ciro aparece com 10% e Marina com 5%. Votos nulos e brancos somam 7% e 13% dos pesquisados não quiseram ou não souberam responder.
A pesquisa do Vox Populi foi registrada sob o número 7337/2010 e realizada entre os dias 30 e 31 de março, com 2.000 eleitores. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Já no dia 27 de março, em pesquisa realizada pelo Datafolha, Serra aparece com nove pontos de vantagem sobre Dilma. O tucano tem 36% e a petista 27% das intenções de voto. Na pesquisa realizada em fevereiro, Serra tinha 32% e Dilma 28%.
Ciro Gomes (PSB) ficou com 11% (tinha 12% em fevereiro). Marina Silva (PV) está estacionada e manteve os 8% obtidos no mês passado.
Em um eventual segundo turno, o tucano venceria a petista por 48% contra 39%.
A pesquisa, registrada sob o número 6617/2010, foi realizada nos dias 25 e 26 com 4.158 eleitores. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

domingo, 11 de abril de 2010

Escola Tarcilo Chastinet é reformada em Conceição da Feira

Adriano Melo, Ana Castelo, Prefeito Val de maninho, Vereadores e as crianças da escola.

No dia 29 de março de 2010 foi reinaugurada a Escola Tarcilo Chastinet do Povoado do Limoeiro. Será a primeira escola de Conceição da Feira a funcionar em tempo integral. A estrutura física foi totalmente recuperada, modernizada, foram adquiridos aparelhos de televisão, DVD, para ajudar no processo de aprendizagem.
Sabemos que a educação integral basicamente é à idéia de uma educação oferecida em um período maior de tempo que às quatro horas atualmente ofertadas pela grande maioria das instituições escolares de nosso país, contudo, a palavra integral neste caso, tem uma dupla função dentro do conceito, que seria não só a de definir o período maior de permanência do aluno no ambiente escolar, mas também definir a formação do aluno de uma forma integral, completa, total.
No Brasil este ideal foi pensado principalmente por Anísio Teixeira que elaborou seus princípios conceituais e práticos e por Darcy Ribeiro que implementou o projeto dos Centros Integrados de Educação Pública (CIEP´s) no Rio de Janeiro, que além de atender as necessidades mais básicas das crianças oferecia também cuidados maternos e de moradia.Também conhecemos o sucesso que são os CEUS em São Paulo criados pela ex-prefeita Marta Suplicy, que com grande sensibilidade tirou a favela de dentro das crianças.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Veja, Recôncavo, Sertão e UFRB, Por Emiliano José

Sorte que os estudantes, os professores, os servidores, todo o Recôncavo, o orgulhoso Recôncavo de hoje, sabem da importância dauniversidade, da UFRB que veio para ficar.

O pensamento conservador, a falta de argumentos mais consistentes para criticar empreendimentos que melhoram a vida do povo, busca sempre dizer que aquilo poderia ser muito melhor e já que não é melhor significa que não presta.É assim que age a revista Veja quando se refere ao extraordinário crescimento do ensino superior que vem ocorrendo sob o governo Lula, que já conseguiu inaugurar 14 novas universidades federais.
Como não há como contestar esse crescimento, como não há como comparar o governo Lula com o de Fernando Henrique Cardoso, então se trata de tentar desqualificar o que vem sendo feito.
Foi o que fez a revista no exemplar de 7 de abril, numa matéria inconsistente, com um evidente viés ideológico, com um claríssimo objetivo político. É a campanha de Serra em pleno desenvolvimento, sacando-se, para isso, das aparentes armas objetivas do jornalismo.De modo particular, quero me referir ao ataque sofrido pela Universidade Federal do Recôncavo. Soube que o repórter, ao entrevistar o reitor Paulo Gabriel, chegou a perguntar-lhe se ele achava que se justificava uma universidade no Sertão. É, no sertão. O repórter não sabia distinguir o Recôncavo Baiano, de tantas e magníficas histórias, um dos berços do País, do Sertão Baiano, também palco da construção do Brasil. A pergunta revelou ignorância e preconceito. Quem disse que uma universidade no Sertão não se justificaria? E por que não no Recôncavo? É o pensamento de nossa elite, com os olhos postados exclusivamente no Centro-Sul, que faz com que repórteres raciocinem assim, de modo tão preconceituoso. Criação de universidades no Nordeste não cabe.Era assim que pensava a oligarquia baiana também. Durante décadas, orgulhava-se de o Estado contar com apenas uma instituição de ensino superior, a Universidade Federal da Bahia.
Foi preciso chegarmos ao governo Lula, ao presidente operário, para que começássemos a valorizar efetivamente o ensino público superior e para, no caso da Bahia, superarmos a triste condição de contarmos somente com a UFBA.O presidente-professor, FHC, não deu a mínima para a educação no País, e estava se lixando para a universidade pública. Disso, a Veja não fala. Insinua que seria muito melhor subsidiar as faculdades particulares do que criar novas universidades públicas, que só envolveria, na opinião de Veja, "altos gastos e baixa produtividade". O pensamento neoliberal ali fez e faz escola. De cima a baixo.A criação da Universidade Federal do Recôncavo foi fruto de um impressionante movimento da sociedade civil de todos os municípios da região. Assembléias e mais assembléias sacudiram o Recôncavo, e ela se tornou uma realidade em 2005. Conta atualmente com 4.735 alunos na Graduação, 36 alunos no Doutorado, 159 em cursos de Mestrado. São, portanto, quase 5 mil alunos, e mais 435 professores, 552 servidores e 32 cursos até 30 de março de 2010. E a UFRB tem participado ativamente do programa Todos Pela Alfabetização (Topa), do governo da Bahia, formando mais de 2.200 alfabetizadores e coordenadores de turmas.Uma pergunta inocente: não seria o caso de o repórter se preocupar com esses dados, perguntar sobre eles, ao menos informar os leitores sobre os números, mesmo que os distorcesse, como é da rotina de Veja? Não, mas aí ficaria evidente o benefício que a UFRB traz à população, ao Recôncavo, à Bahia, ao Brasil. E a pauta naturalmente não pedia isso. Seguia a linha Ali Kamel, do teste de hipóteses. Não importa a realidade. Importa o que a pauta pede. Os fatos que se danem.O repórter não quer saber de estudantes, de professores, de funcionários, do significado de tudo isso para a população e para toda a região. Não quer porque é orientado para não querer. Segue a pauta, tal e qual lhe foi entregue. Tem que provar a hipótese da chefia.E talvez coubesse outra pergunta inocente: e será que uma instituição universitária como a UFRB surge assim do nada, de repente, se afirma com a rapidez de uma fábrica, como uma linha de montagem? Claro que não. Quem conhece uma instituição acadêmica sabe que ela tem que dar passos, às vezes não tão rápidos, para se consolidar. Para criar uma cultura em torno dela. Mas, para que perguntar isso, refletir sobre isso, se o importante é tentar desqualificar aquilo que o governo Lula está fazendo?Penso que a UFRB, nesses poucos anos de existência, sob a direção do professor Paulo Gabriel, já conseguiu feitos impensáveis, como os próprios números que adiantamos indicam. E não são apenas aqueles números. A instituição está presente em Cruz das Almas, onde se localiza a Reitoria, Amargosa, Santo Antonio de Jesus e Cachoeira, municípios que somados totalizam quase 215 mil habitantes.Chegará proximamente a Santo Amaro da Purificação, por decisão do ministro Fernando Haddad, e depois a Nazaré das Farinhas e Valença, que estavam originalmente no projeto da instituição. O mínimo de sensibilidade indicaria o quanto foi importante para essa região da Bahia a criação da UFRB. Mas, não. À Veja o que interessa é a campanha do Serra, é desqualificar qualquer ação do governo Lula, e não importa que desonestamente, e não importa que contrariando os padrões mais elementares do bom jornalismo.Certamente, o repórter, seguindo a pauta, não queria saber qual o impacto social, econômico, cultural que uma universidade traz a uma região.
Sem exagero, a UFRB está mudando o Recôncavo. Cruz das Almas foi a segunda cidade da Bahia com maior saldo de empregos no primeiro quadrimestre de 2009, perdendo somente para Salvador, e isso seguramente tem a ver com a presença da UFRB. Cachoeira hoje é outra cidade, belíssima, com a impressionante recuperação de prédios históricos decorrente da chegada da UFRB. A região ganhou dinamismo e vitalidade. O comércio foi alavancado, o ramo de materiais de construção cresceu. E universidade representa cultura. E educação. E o resgate do sentimento do Recôncavo, aumento da auto-estima, identidade coletiva que se afirma.E a alegria da juventude, que não precisa viajar para outros rincões para estudar. E há estudantes de vários cantos do País chegando à UFRB. Mas que interesse tem Veja nisso? Nenhum. Quer apenas fazer campanha, não importa tenha de mentir, escamotear, deixar o jornalismo de lado. Sorte que os estudantes, os professores, os servidores, todo o Recôncavo, o orgulhoso Recôncavo de hoje, sabem da importância da universidade, da UFRB que veio para ficar. Ela é bem maior do que as mentiras e omissões de Veja.Emiliano José é jornalista, escritor e professor da UFBA.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Temporal chega à Bahia e causa morte em Prado

As chuvas chegaram com força ao extremo sul da Bahia, principalmente em Prado (a 796 km da capital), onde duas represas no córrego da Ribeira do Campinho romperam. As águas abriram uma cratera de cerca de 20 metros na BR-489, num trecho a 6 km da cidade, sentido Itamaraju. Na periferia, as águas do córrego invadiram casas e há cerca de 500 desabrigados. No bairro São Brás, Adésia Coelho, 42, morreu eletrocutada ao pisar num fio de rede elétrica clandestina (gato).
A prefeitura decretou estado de emergência por 30 dias, e a Coordenação Estadual de Defesa Civil (Cordec) informou que ajudará a cidade com colchões, cestas básicas e que enviará técnicos. A BR-489, que até pouco tempo era estadual (BA), está sob a administração do Estado. Uma equipe técnica do Departamento de Estradas e Rodagem da Bahia (Derba) esteve no local da cratera para avaliar o estrago.
Após o ocorrido, cerca de 50 pessoas – a maioria de trabalhadores rurais – estavam sem saber como retornar para casa. A única forma de chegar a Prado está sendo pela BR-101, por Itamaraju e Teixeira de Freitas – distância de quase 200 km –, pois parte da estrada entre o distrito de Cumuruxatiba e a cidade também foi levada pelas águas.
No fim da tarde, a solução encontrada por alguns foi pagar por uma perigosa travessia de canoa, ao preço de R$ 5. Mulheres, homens, idosos e crianças embarcavam na aventura. Até as 17h, quando a equipe de A TARDE saiu do local, não havia ocorrido nenhum incidente.
Os desabrigados dos bairros São Sebastião, São Brás, Novo Tempo, Alameda do Atlântico e Portal do Prado estão sendo alojados em casas de parentes, escolas e quadras poliesportivas.
Salvador -Na capital, o temporal provocou acidentes, alagamentos e interrupção de fornecimento de energia elétrica em vários bairros da cidade. Os ventos fortes ainda arrancaram telhados de residências em Fazenda Grande do Retiro, Ribeira e Periperi. O incidente mais grave aconteceu nas escolas Raul Sá e Newton Sucupira, ambas em Mussurunga 1, onde sete alunos ficaram feridos.
A Defesa Civil de Salvador (Codesal) apresentou balanço da Operação Chuva. O órgão atendeu, até as 23h55, 80 solicitações de emergência. Foram um alagamento de área, 22 ameaças de desabamento de imóvel, duas ameaças de desabamento de muro, 21 ameaça de deslizamento de terra, 15 ameaças de queda de árvore, sete árvore caídas, uma avaliação de imóvel alagado, quatro desabamentos parciais, cinco deslizamentos de terra e duas orientações.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

"Marta salva o PT paulista", Fernando Rodrigues


BRASÍLIA - Aloizio Mercadante tem 13% das intenções de voto para o governo de São Paulo, segundo o Datafolha. Já Marta Suplicy lidera com 43% a disputa por uma das duas vagas paulistas no Senado.Ambos, Mercadante e Marta são filiados ao mesmo partido, o PT. Pode-se argumentar que as coisas são mais fáceis para a ex-prefeita paulistana porque há duas vagas para o Senado. Mais ou menos. Pedi ao Datafolha uma estratificação da pesquisa. Nota-se então que Marta é a primeira opção de 29% dos eleitores -bem acima dos 13% de Mercadante. Outros 14% escolhem a petista como segundo voto.Ainda faltam seis meses até outubro, mas Marta Suplicy é neste momento a grande puxadora de votos do PT em solo bandeirante.
A candidata a presidente pelo PT, Dilma Rousseff, amarga apenas 24% nas pesquisas na região Sudeste. Lula, ao ser reeleito em 2006, teve 37% dos votos no primeiro turno em São Paulo -seis pontos a menos do que Marta tem hoje para o Senado.Um dos indicadores que mostram a solidez de uma candidatura para o Senado é ser a segunda opção de voto entre os eleitores de seus concorrentes. Nesse aspecto, Marta é a líder absoluta na disputa.Tome-se como exemplo o eleitorado dos quatro principais adversários da petista. Pela ordem na pesquisa Datafolha, são os seguintes: Romeu Tuma (PTB), Orestes Quércia (PMDB), Netinho de Paula (PC do B) e Soninha (PPS).
Nada menos do que 25% dos eleitores de Tuma dizem votar em Marta como segunda opção. No caso de Quércia, o percentual sobe para 34%. Entre os que preferem Soninha e Netinho, as taxas registradas a favor da petista são de 28% e 27%, respectivamente.Tudo considerado, Marta Suplicy por enquanto salva o PT de um fracasso eleitoral em São Paulo.

NOVA SOURE/SERRINHA

por: JOSE RAIMUNDO COSTA LUZ

O líder da oposição na Assembléia Legislativa (AL), deputado Heraldo Rocha (DEM), cobrou em pronunciamento no plenário da Casa, explicações do Governo do Estado sobre o cancelamento de 14 editais que previam a recuperação de rodovias baianas.

Mensagem que o internauta JOSE RAIMUNDO COSTA LUZ de Conceição da Feira enviou a Deputada Fatima Nunes com copia da mesma para a liderança do governo na Assembléia Legislativa. Como previa, afirmou não teve nenhuma resposta. MENSAGEM: " É bem provável que eu não tenha nenhuma resposta pois certamente o governo do qual sou eleitor está preocupado com as alianças espúrias que estão sendo feita para a próxima eleição, mais como cidadão me sinto no direito de pelo menos me manisfestar. Foi compromisso de campanha do Sr Governador, e eu como milhares de pessoas estava presente no Comicio em Nova Soure, quando foi dito um dos seus primeiros atos do seu governo seria a recuperação da estrada Serinha x Nova Soure que desde aquela época se encontrava em estado latismável. Passado 3 anos e 3 meses nada foi feito. Em outros encontros nas em Olindina, Itapicuru, Inhambupe o Sr Governador voltou a prometer a recuperação da estrada. Não é possivel que uma região que poderia gerar empregos e renda seja completamente ignorada pelo governo. Por que será de tanta má vontade com uma região que confiou nesse governo dando milhares de voto. Apesar de acharmos completamente fora de proposito a recuperação parcial anuciada, tinhamos esperança de que pelo menos uma parte da estrada Serrinha x Biritinga seria iniciada e fui suprendido coma noticia da suspensão do edital (ver anexo). O que o Governo espera conseguir com isso é aumentar o sofrimento das pessoas que necesitam dessa estrada para sobreviver ou estão mais uma vez aguardando chegar o período da campanha para prometer e não cumprir. Atenciosamente.JOSE RAIMUNDO COSTA LUZ. CPF -125690465-15. TEL-75.8106996.

domingo, 4 de abril de 2010

Feliz Páscoa!


Páscoa é tempo de Amor,de família e de Paz...
É tempo de agradecermosdiscretamentepor tudo que temose por tudo que teremos.
Páscoa é um sentimentonos nossos coraçõesde esperança e fé e confiança.É dia de milagres;é dia dos nossos sonhos pareceremestar mais perto,tempo de retrospecçãopor tudo que tem sidoe uma antecipação de tudo que será.E é hora de lembrarcom amor e apreciaçãoas pessoas em nossas vidasque fazem diferença...
Pessoas como você!!!

Feliz Páscoa!

Adriano Melo

sábado, 3 de abril de 2010

Por que celebrar a Sexta-Feira Santa?

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Dom Mathias Abade Beneditino comenta a importância da Sexta-feira Santa e seu significado para todos os cristãos católicos. Confira este belo trecho do 43º Sermão da Paixão.

Sexta-Feira Santa em Conceição da Feira


Milhares de fiéis foram às ruas de nossa cidade para relembrar a paixão e morte de Jesus Cristo. Em cada parada era entoado um cântico de reflexão e penitência sobre esta data tão importante para os cristãos.
“Nós pregamos a Cristo crucificado”, escreve o apóstolo Paulo na primeira epístola aos Coríntios (1.23). Não são os sinais e nem a sabedoria que devem estar no centro da reflexão e, com isto, da fé cristã, mas a morte de Jesus Cristo. Aqui está o centro de toda a teologia. Por este motivo, as igrejas cristãs têm no centro dos seus altares a cruz ou o crucifixo, como a lembrar que o acontecimento mais importante é a morte de Cristo.
O costume de celebrar a semana santa com todas as suas tradições, que se formaram ao longo dos séculos, pode ser um auxílio para compreender e memorizar que o centro de nossa fé cristã está na morte de nosso Senhor. O Cristo ressuscitado é o mesmo que morreu crucificado na Sexta-feira Santa.




Vídeo do 5º Semestre de Pedagogia FACTAE

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Aula de Ludologia com a Professora Rosa Bernadete, em Cruz das Almas na FACTAE

MICHEL TEMER SERÁ O VICE DE DILMA

Com a desistência do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, de disputar a vaga de vice na chapa à Presidência da República da petista Dilma Rousseff, está praticamente definida a indicação do deputado Michel Temer (PMDB), presidente da Câmara de Deputados, para a posição. Em diálogo que manteve com um dirigente do PT, o presidente Lula teria dito que desistiu de “dar murro em ponta de faca”. Lula é contrário ao nome de Temer, e buscava alternativas, mas desistiu ao perceber que o PMDB estava “fechado” em torno do deputado. A vaga de vice na chapa petista estava acordada, desde o início, para o PMDB. Para ser oficial, a adesão precisa ser formalizada em convenção, em que o grupo de Temer controla a maioria dos votos. Também o PT rendeu-se a Temer. O cálculo é que se o futuro vice não renderá votos a Dilma, vai colaborar com um tempo de TV que, somado ao dos outros partidos da coligação, resultará na maior vitrine eletrônica da campanha. Dilma terá à sua disposição algo como 45% de todo o espaço televisivo a ser partilhado entre os candidatos à sucessão de Lula. Esta será a segunda vez que Temer vai às urnas como candidato a um cargo executivo. A primeira foi em 2004, na eleição para prefeito de São Paulo, vencida por José Serra. Temer foi à disputa como vice de Luiza Erundina (PSB), e teve apenas 4% dos votos dos paulistanos – um constrangedor quarto lugar. Informações do colunista Josias de Souza, da Folha de S. Paulo.

Silvio Santos muda sua rotina após ser roubado

Silvio Santos está mudando sua rotina de gravação por motivos de segurança, depois de ter sua casa assaltada em fevereiro deste ano. Segundo o jornal Agora, o dono do SBT costumava ter uma agenda fixa, aparecendo nos estúdios toda segunda, quarta e sexta-feira. Agora, no entanto, Silvio vai para o SBT dia sim, dia não, às vezes até de sábado e domingo.O motivo principal dessa rotina alternada é manter a segurança de Silvio e deixar programas prontos para serem exibidos. Não foi a primeira vez, no entanto, que o apresentador foi assaltado. Anos atrás, ele foi mantido em cárcere privado por um ladrão e as negociações para a libertação de Sílvio Santos incluíram até mesmo uma intervenção pessoal do então governador paulista, Geraldo Alckmin. Apesar do constante perigo, Sílvio se recusa a deixar o bairro do Morumbi, onde mora.

MORRE ATOR DE "PÁGINAS DA VIDA"

O ator e diretor Alberto Buza Ferraz, o Buza Ferraz, de 59 anos, morreu na madrugada deste sábado (3), vítima de parada cardíaca. Segundo o irmão do ator, o último papel de Buza na TV Globo foi na novela “Páginas da Vida”, de Manoel Carlos. O enterro do ator está marcado para às 16h deste sábado, no cemitério São João Batista, em Botafogo, Zona Sul do Rio.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Alcione vai conceder coletiva de impresa para falar sobre a gravação de seu mais novo DVD

No próximo domingo, dia 04 de abril, a cantora Alcione vai conceder uma coletiva à imprensa para falar do seu próximo DVD, "Acesa": o primeiro a ser gravado no Maranhão.

O DVD, com algumas das principais músicas do álbum "Acesa", canções que falam de sua terra natal e alguns hits de carreira, será gravado durante uma apresentação da cantora no Memorial Maria Aragão, praça Maria Aragão, no Centro Histórico de São Luís, dia 07 de abril, quarta-feira próxima, a partir das 20 horas.Naturalmente, o DVD não se resumirá apenas ao show e bastidores.

Nos chamados "extras", um pouco da história desta artista que extrapolou fronteiras e ganhou o mundo. Por exemplo: os fãs de todo o Brasil (e exterior) poderão conhecer o colégio onde a cantora estudou, a igreja que frequentava, o teatro e o viaduto que levam seu nome, dentre muitas outras locações que serão mostradas no DVD.

Com 43%, Marta lidera corrida pelo Senado em São Paulo

A primeira pesquisa de intenção de voto para senador em São Paulo realizada pelo Datafolha mostra a ex-prefeita Marta Suplicy (PT) na liderança, com grande vantagem em relação aos principais adversários apresentados, informa reportagem de Ana Flor publicada nesta quinta-feira pela Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

No levantamento, Marta aparece com 43% das intenções de voto. A seguir, com 25%, vem o senador Romeu Tuma (PTB), que concorre à reeleição. Logo após estão o ex-governador Orestes Quércia (PMDB), com 22%, e o vereador e cantor Netinho de Paula (PC do B), com 19%. A ex-vereadora Soninha (PPS) se destaca em quinto lugar, com 18%.
Foram pesquisados também os nomes do vereador Gabriel Chalita (PSB), que tem 8% das intenções de voto, do chefe da Casa Civil do governo José Serra, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), com 6%, e de Ricardo Young (PV), presidente do Instituto Ethos, com 3%.

A eleição de outubro renovará duas das três vagas ao Senado. Hoje, além de Tuma, São Paulo é representado pelos petistas Aloizio Mercadante, que será candidato ao governo de São Paulo, e por Eduardo Suplicy, reeleito em 2006. O mandato é de oito anos.

O Datafolha ouviu 2.001 eleitores no Estado em 25 e 26 de março. Cada pessoa indicou dois nomes, já que o eleitor terá, em 3 de outubro, de votar em dois candidatos a senador. Por essa razão, a soma total dos percentuais ultrapassa 100%.
A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.